ILHÉU

Tento gritar navios para o horizonte
Mas as ondas trazem todos de volta
Dia após dia, palavra por palavra
Destroços ecoam poesias ao meu redor

Naufragar é a minha arte de perpetuar.

 

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~ por jeronimooo em setembro 24, 2012.

Uma resposta to “ILHÉU”

  1. Sou o único homem a bordo do meu barco.

    Os outros são monstros que não falam,

    Tigres e ursos que amarrei aos remos,

    E o meu desprezo reina sobre o mar.

    (…)

    E há momentos que são quase esquecimento

    Numa doçura imensa de regresso.

    A minha pátria é onde o vento passa,

    A minha amada é onde os roseirais dão flor,

    O meu desejo é o rastro que ficou das aves,

    E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.

    By Sophia de Mello Breyner Andresen

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