CANDEEIRO

A luz de uma vela compõe corredores
Pincelando janelas abertas
Portas destrancadas
Espirais que rodopiam escadarias
Saídas para outras entradas
Passagens de palavras ao vento
Ecos de uma noite iluminada.

 

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~ por jeronimooo em maio 23, 2012.

Uma resposta to “CANDEEIRO”

  1. Um dia, me fizeram acreditar que minha vela era de brinquedo, e que ela não fazia parte daquilo que outros chamavam de Verdade.

    Aos poucos, o tempo se passou, e a chama da minha vela nunca se apagou. Às vezes sua chama iluminava apenas milímetros à minha volta, às vezes iluminava muito além do que um dia eu poderia imaginar. Durante todo esse tempo, minha vela se manteve sempre acessa. Às vezes, por medo, eu não conseguia enxergar a sua luz, mas ela sempre se fazia presente, mesmo que fosse apenas com o seu calor.

    Com o passar dos anos, descobri que a verdade vai além da crença, e que todos podemos acessá-la. Para isso precisamos ter e treinar a nossa paciência. Descobri que é preciso também abrir os olhos para aquilo que não entendemos dentro de nós, e que é preciso aprendermos a abrir a nossa consciência para aquilo que muitas vezes não conseguimos traduzir em palavras, mas que sabemos que está lá. Afinal, a realidade vai muito além da razão. Quando entendi isso, minha vela começou a me mostrar novamente o caminho que eu havia aprendido um dia. Por vezes achava que fosse um caminho de sonho, mas aos poucos percebi que sonhava com a realidade e acordava para os meus sonhos, tudo começou a se misturar, um sonho dentro de outro sonho, uma realidade dentro da outra.

    Em muitos momentos eu tive medo, medo de me perder na escuridão, medo de me perder nos medos e na dor dos outros, mas hoje, entendo, que a chama da minha vela existe para ascender a vela de outros também, que um dia foram convencidos de que tudo isso era apenas uma brincadeira. Minha vela está aqui para me lembrar à lembrar os outros que somos todos um, e que estamos sempre passando por passagens, passando por transformações, nos transformandos e ajudando aos outros a se transformarem.

    A minha vela me fez enxergar que os erros existem para nos ensinar, e que aquilo que um dia nos fizeram acreditar que era errado, pode ser o certo, e o erro, assim como o acerto, também é sagrado.

    Em uma tarde de verão, você mostrou que também enxergava a luz da minha vela, e naquele dia, incêndiamos uma cidade inteira, iluminamos quarteirões, nos transformamos em estrelas novamente, assim como fomos um dia.

    Obrigada por me lembrar daquilo que eu nunca quis esquecer!

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