ÚLTIMO ATO

Deslizou-se em palavras como uma avalanche
Saboreando o atrito entre o som e o ar
Até sentir-se derramada por toda platéia

Soterrando
Todo e qualquer indício de indiferença

Então respirou-se até fertilizar o espanto
Encarando a beleza da destruição que recria
Ramificando-se na falta de ar que ressucita

E desapareceu
Entre um par de pesadas cortinas vermelhas

Aplausos e luzes acesas
O espetáculo terminou
Mas ela continuará

Ela não tem fim.

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~ por jeronimooo em maio 11, 2012.

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