SOPHIA

Abriu olhos de furacões

E viu a tarde rodopiar

Bailarinas no meio do deserto

Carrosséis de solidões selvagens

Viu a beleza destruir o vazio

E chorou miragens de sorrisos no rosto

Prosseguiu desafogando-se

De fonte em fonte

Até secar-se sobre a sombra do mundo

E lá descobriu, enfim, a raíz de si

Aqui e ali, arrancada

Agora e sempre, renascida

Nos ramos que crescem a oeste do tempo

Erguendo matizes que amadurecem estrelas

Subindo, sempre subindo

Até deixar-se partir

Aqui e ali, maravilhada

Agora e sempre, buscando

Os frutos que caem incondicionalmente

Aos pés do alcance de sua visão apaixonada.

 

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~ por jeronimooo em novembro 10, 2011.

Uma resposta to “SOPHIA”

  1. Somente a verdade… Somente Sophia

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