FEBRE BRANCA

Deslizamento de estrelas
No torrencial desabrigo
Janelas que não me viram
Deitando a febre no chão
Mas ela era tão branca
Tão branca que queimava
Incinerava-me as raízes
Até conquistar a entrega
Arrastando-me pela noite
Com mãos desgovernadas
E elas eram tão brancas
Tão brancas que amanheciam.

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~ por jeronimooo em junho 21, 2011.

Uma resposta to “FEBRE BRANCA”

  1. Amanhece sempre a criatividade e o gosto por poesia e vida quando te leio. =)

    Abraço, meu amigo.

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