SAMSARA

*Texto em feito colaboração com a querida amiga e artista, Má Khalil

Surpreendeu-se com o colapso repentino do instante
E tentou, em vão, deter a realidade do sonho que ruía
Não queria deixar tudo cair novamente no esquecimento
Mas as suas mãos escorregavam através das sombras…

Como esperado, o sol invadiu o céu rompendo toda a escuridão, iluminando toda a terra. Hoje não é um dia diferente, mas também não quero dizer que seja igual, talvez apenas mais um dia rotineiro.

Na verdade, nenhum dia é como o outro, nem mesmo as horas se igualam. Até o sol nasce em pontos diferentes todos os dias. E engana-se quem acha que ele permanece ali no mesmo lugar, sempre.

Hoje é a primeira manhã das centenas de manhãs que passarei aqui neste veleiro preso em águas congeladas da Antártica. E é assim que eu começo as minhas pesquisas: reafirmando que nada, nem por um segundo, se repete… tudo está mudando incessantemente.

Surpreendeu-se com o colapso repentino do gelo
E tentou, em vão, deter a tempestade que surgiu
Não podia desistir de seu sonho mesmo que longe
Mas as suas mãos afundavam na profundeza do mar…

Como esperado, o sol invadiu o céu rompendo toda a escuridão, iluminando toda a terra. Hoje não é um dia diferente, mas também não quero dizer que seja igual, talvez apenas mais um dia rotineiro…

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~ por jeronimooo em junho 19, 2011.

Uma resposta to “SAMSARA”

  1. Afinal, ‘sonhos, sonhos são’, como diria Chico…

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