A ESTRADA

 

Nada se perdeu naquela longa curva
Nem um segundo de nossas infâncias
Enquanto eu rasgava o meu uniforme
Abandonei a criança entre os lobos
E me criei caçando os meus enganos
Derrapando em caminhos adormecidos
Perdendo o controle do descontrole
Rolando pelos barrancos até sorrir

Pois lá estava ela, no fim de tudo
A mãe de todas essas ressurreições
A filha de todas as minhas cinzas
O seu olhar me desenterrando vivo
Me convidando para desbravar a luz
E foi então que cada homem em mim
Reerguendo esse olhar em uníssono
Falou sem nenhuma hesitação: vamos!

Tudo foi oferecido na imensa curva
Mas a estrada é infinita, viajante
A estrada é infinita…

Até onde o seu coração pode chegar?

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~ por jeronimooo em novembro 9, 2010.

5 Respostas to “A ESTRADA”

  1. “Não tenha medo: é preciso ser ousado, a ponto de correr o risco de se decepcionar…” – Camille Pissarro

  2. Não vo tirar a mágica da musica da Nanda… Tá mais que perfeita!

    Nesse ar que brinca com teus olhos,
    E em toda motivação pura,
    Nesses sonhos em que me encontro,
    lá está meu coração, todo exposto.

  3. at times heartless but never breathless…

  4. “Então venha
    Vamos seguir a estrada
    Deixa ela ser a nossa morada
    Nesse campo sem fronteiras
    Passar a vida inteira
    Antes que ela passe sobre nós”

    (Faoze)

  5. Mandrake, o celebrizo musical;
    descobridor de infinitos mares;
    de estradas flutuantes!
    e de todos nós!

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