RECADO PARA O FIM

 

Folha ao vento que vai
Leva esse pouco de mim
No canto de um sabiá
Meu mundo já sabe voar

Folha ao vento que vai
Leva o que é leve em mim
Um grão de areia no ar
Meu mundo já pode voar

Por isso não se assuste
Se na sua janela eu passar

Folha ao vento que vai
Me leva bem longe assim
Gaivota na beira do mar
Meu mundo já sabe voar

Folha ao vento que vai
Leva um recado pro fim
Diga sem medo de errar
Meu mundo já pode voar

Por isso não se assuste
Se pela janela eu chegar.

 

*Imagem “Fly Like a Bird” por Bella

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~ por jeronimooo em outubro 14, 2010.

4 Respostas to “RECADO PARA O FIM”

  1. “O poeta é como o príncipe das nuvens. As suas asas de gigante não o deixam caminhar.” – Charles Baudelaire

    Continue! Voe! SEMPRE!
    ;***8

  2. A de hoje é nacional. Porque não tem como não lembrar dela lendo essa belezura!


    “”…Olha esse sorriso tão indeciso
    Tá se exibindo pra solidão
    Não vão embora daqui
    Eu sou o que vocês são
    Não solta da minha mão…”

    Concordo com a Nandica. Voemos então né?

  3. De alguma forma estamos iludidos… “de alguma forma”?
    Sonho no sonho… isso é só um clichê?
    Sim, as vezes os sonho se tornam cliches ácidos, assim como as fadas criam asas ácidas, assim como os moinhos tornam os ventos ácidos… é quando o sonho fica gostoso e é gostoso permancer sonhando… por isso a soda cáustica é tão perigosa, pois anula a acidez e produz salinidade, mesmo aquela que faz do mar um mar morto e que, por isso mesmo, nos convida a fezer o mesmo olhando sua superfície-espelho. Pontos finais não são pontos terminais… ah! as palavras e seus sentidos circulares! o mundo apalude os 33 resgatados, como se tivesses saído do sonho, esses exploradores das riquezas subterrâneas, como se não estivessemos todos ainda aprisionados da gruta que é toda essa superfície-também-sonho…
    suas palavras…sim, suas palavras, seu ambiente, sua construção, mesmo que não imagine como possa ser espelho, como possa ser um outro-si-mesmo, como possa ser meu, dele, dela, nosso… mesmo assim é seu.
    esse comentário deve ser apagado, pois ele é mortal, assim como é mortal aquele que escreve com tamanha paixão que nunca pensa no que qualquer outro possa querer que seja escrito por ele… como pode a palavra “no” ser tão diferente da palavra ” dentro” ?
    Porque devo me importar se você sucumbe diante de seu talento, quando agradece à visita de fadas que reconhecem algo impalpável para além das palavras, quando protege sua construção ácida e teima em reconhecer minha ação amorosa? Porque estou sim olhando para o espelho! Porque você foi capaz de ler melhor que todos nossa alma e, portanto, ao fazer, só o fez por estar também olhando no espelho!
    Não seja infantil!
    Mas seja o que quiser! O que te importa se eu quiser me bater em frente ao espelho? Mas não pense que isso seja simples como parece. Acredite quando digo que é por pura amizade que faço esse comentário, e acredite, tenha cereteza que ele é mortal!

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