SÚPLICA

 

Como encontrar no silêncio do Universo que guardo em mim,
o canto que trará leveza e coragem exatas para suportar o que pressinto?

Como permitir um sentimento capaz de fazer com que me perca livremente
no momento presente entre as mais distantes estrelas,
mas que nos dias que se seguem me aprisione num gostar infinito?

Diga-me, imploro que me diga.

 

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~ por jeronimooo em setembro 8, 2010.

6 Respostas to “SÚPLICA”

  1. “Há momentos na vida, em que se deveria calar e deixar que o silêncio falasse ao coração, pois há emoções que as palavras não sabem traduzir.” (Jacques Prévert)

  2. e sea resposta estiver na propria pergunta ?

  3. Não existiria som
    Se não houvesse o silêncio
    Não haveria luz
    Se não fosse a escuridão
    A vida é mesmo assim,
    Dia e noite, não e sim…

    Cada voz que canta o amor não diz
    Tudo o que quer dizer,
    Tudo o que cala fala
    Mais alto ao coração.
    Silenciosamente eu te falo com paixão…

    Eu te amo calado,
    Como quem ouve uma sinfonia
    De silêncios e de luz.
    Nós somos medo e desejo,
    Somos feitos de silêncio e som,
    Tem certas coisas que eu não sei dizer…

    A vida é mesmo assim,
    Dia e noite, não e sim…

    Cada voz que canta o amor não diz
    Tudo o que quer dizer,
    Tudo o que cala fala
    Mais alto ao coração.
    Silenciosamente eu te falo com paixão…

    Eu te amo calado,
    Como quem ouve uma sinfonia
    De silêncios e de luz,
    Nós somos medo e desejo,
    Somos feitos de silêncio e som,
    Tem certas coisas que eu não sei dizer…

    Certas Coisas – Lulu Santos / Nelson Motta

  4. Querido, sabe que sou sua grande fã. E que lindo isso. Sua fonte está cheia de Vida.

  5. Eu não guardo nenhum silêncio e, se andar cambaleante, tremendo, desesperado, ofegante for força suficiente para suportar o que pressinto, então é esta a força, a de um náufrago, de um atirado, lançado!
    Quero livrar-me desse sentimento que me faz livre entre todas as estrelas e, sempre, repetidamente, e por isso mesmo, se torna a armadilha que me aprisiona em meus eus futuros de cada dia!
    Ah! se em minha tristeza e depressão peço algo, não se engane, pois é apenas o espelho do que em minha alegria e euforia arranco sem permissão. Tomar e implorar: qual a diferença? Armamos armadilhas e, na falta de presas, caçamos a nós mesmos…

    Quem sou eu para implorar algo? Este é o máximo da arrogância!
    Saiba que se sua alma reponde ao apelo de seu eu, é porque cravaste em sua carne ( sim, a alma tem carne) suas unhas e a resposta que você ouve é a do seu sangue ( sim, a alma tem sangue) e das suas feridas que você mesmo causou com suas súplicas!
    Sua alma mesma, esta feita de você, de seus pedidos e súplicas, apenas olha para o espírito, nunca em silêncio, pois aí ainda está você, e espera, tanto como uma grávida que passou do tempo, como uma debutante que ainda não foi apresentada… pois sua alma mesma, esta feita de tudo que não é você, ao olhar o espírito sabe tudo o que é preciso saber.

    Ainda assim suplico, reperidas vezes, remoídas vezes, a mim mesmo, a deus, às estrelas… ainda assim nego-me e procuro por silêncios… ainda assim me embalo com citações e músicas de fundo para que meu deserto pareça mais florido, meu sonho menos abstrato, meu dia-a-dia com mais sentido, minha mente menos pesada, meu coração mais acordado

    • Vê em que me tornei, minha alma? Espelho contra espelho, reflexo inventado, espectro que me denuncia, eco sem parede, resposta sem ouvido, um pouco mais de sono sempre inventando pedidos, desejando respostas…até me encontrar caído sob o peso de meus fantasmas e implorando a eles, loga a eles!, pelo ar que sempre esteve aqui mesmo!
      Só um pouco mais de sono antes de acordar, um pouco mais de piedade antes da morte minha, um pouco mais de sofrimento antes da alegria final, um pouco mais de gozo antes do esquecimento… ah! como te imploro meu tempo… um pouco mais, um pouco mais… sim, um poujco mais até que eu diga chega, basta… como eu lhe amaldiço-o min ha alma, minha amada, minha libertadora! Como lhe amaldiço-o por fincar o pé neste limite, minha abençoada, e me dizer constantemente ” até aqui e não mais!”, pois caso contrário eu levaria além de ti mesma toda essa súplica e forjaria consoladores do espírito e espíritos consoladores para me acudir em meus medos e solidões… pois até o espírito se corrompe consolando minhas feridas, somente você minha alma (e como te odeio e te adimiro minha amada!) permanece implacável e impecável diante de si mesma. Chega! Este sonho chega ao fim, todos os habitantes já não são mais e nunca mais serão…finalmente ouço o que o espírito diz às comunidades e isso já não mais importa! Pois eu, que sou um outro você, finalmente experimento como é derradeiro este dia!
      Deixamos pistas? Pois ela nunca levarão até nós, a não ser aquelas que esquecemos por completo. Você me ensinou, minha alma, você , minha única lembrança que eu não sabia ter esquecido… vê em que me tornei, minha libertadora! Pois chega!

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