DÍVIDA

 

Você se espreguiça sobre a pele esticada de um tambor abandonado, abrindo-se toda através das pálpebras que deixam vazar o seu primeiro olhar nesse mundo. Pérolas da vulnerabilidade: para fora do concha, para dentro da imensidão desolada de si mesma. Ninguém pode pagar pelo preço do verdadeiro alívio. Então eu te ofereço uma pedra, grande o suficiente para quebrar uma vidraça. Mas não tão grande que você não possa ergue-la acima de sua cabeça, com as duas mãos, e arremessa-la com um sentimento de fúria e alegria entrelaçados, em direção a essa vitrine que te separa de seus próprios passos. Ninguém pode pagar pelo preço desse passeio que se desdobra em nossos sorrisos enquanto arrancamos o pano de um cenário desbotado e revelamos um céu profundamente estrelado. Mas não tem problema. Quando a conta chegar nós já estaremos bem longe e a nossa única dívida será com o infinito.

Anúncios

~ por jeronimooo em julho 28, 2010.

2 Respostas to “DÍVIDA”

  1. […] This post was mentioned on Twitter by Nanda Corrêa, Jeronimo Sanz. Jeronimo Sanz said: Ninguém pode pagar pelo preço do verdadeiro alívio… (Dívida) – http://tinylink.in/4YP […]

  2. “É preciso ainda ter o caos dentro de si para dar a luz a uma estrela dançante!”
    – Nietzsche

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: