UMA PORTA PARA O MERGULHO

 

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Revolvendo, misturando
Areia, espuma
E um gosto de luar
A onda avança
Estica-se sobre o sonho
E elasticamente retorna
Submergindo sem acenar
Não desperdiço o fôlego
E sigo sem dizer nada
Deslizando entre corais
Planando sobre  ruínas
Jardins de navios abatidos
Terraços ancorados no tempo
Suntuosas solidões que ecoam
Todas com vista para a eternidade
Mas o meu fôlego é finito
Então eu continuo avançando
Até o topo da maré mais alta
E de lá eu solto todo ar
Faço de minha voz uma onda
E deixo a noite levar o seu nome

Ninguém responde
Mas ela pressente:
Onde a concha termina
É onde começa o mar.

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~ por jeronimooo em maio 31, 2009.

Uma resposta to “UMA PORTA PARA O MERGULHO”

  1. TEZÃO!

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