CINZAS AO VENTO

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O vento espalhou as cinzas
E agora está amanhecendo
Por fora e por dentro
Iluminando todos os recantos
Lugares que não me esconderão mais
As ruas renascem
E a criança de outrora está crescida
Ela já faz planos para o dia
Planos para toda uma vida
Ela quer um emprego
Uma casa, um jardim
E um carro para vir me buscar
Ela quer um seguro de vida
Alarmes ao redor de tudo
E um carro para vir me buscar
Mas ela não me encontrará
Cinzas ao vento
Lugares que não me seguram mais
Solidões que me reconhecem pelo nome
Quero minhas armas de volta
E isso é amar
Ofereço meu silêncio
Mas todos me perguntam “por que?”
Então preste atenção
Na verdade eu não passo de uma criança
Apenas brinco de me perder através dessas ruas
Quero minhas armas de volta
E ama-la no desabrigo dessa vastidão.

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~ por jeronimooo em janeiro 22, 2009.

3 Respostas to “CINZAS AO VENTO”

  1. “Desolação sim
    Hesitação não
    Como vocês devem ter sentido
    Não voltaremos pra casa
    Desolação sim
    Hesitação não

    Antes dos ritos da primavera
    Todas as coisas farão sentido
    Um gostinho do que poderá vir
    Uma mero lampejo do que passou

    Desabrigo sim
    Indiferença não.”

    (trecho traduzido e alterado da música Age of Innocence, Smashing Pumpkins)

  2. experimentamos o plasma fresco que escorreu pela faca velvetiana,e o espargido sangue da alma desabrigada verteu em silencio o espirito humano dos assasinos da indiferenca…

  3. Conheço uma historia assim e o desfeche do Desabrigo aos meus olhos é a FUGA!

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