NO MEIO DO NADA

 

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É mais uma noite de lua no meio do dia
Palavras que procuram passagem
No corredor estreito da sinceridade
Cores que tentam se desprender
Do útero monocromático da solidão
Quero nascer
Quero chorar nos braços da beleza

É mais um monolito no meio dos trilhos
Uma porta no meio do nada
Moisés não entendeu
A Terra Prometida era a própria travessia
(o próprio deserto)
Quero sair
Quero caminhar ao lado da insatisfação

É mais uma sinfonia que vem desse palco vazio
Arpejo de um olhar desafinado
Tambores tribais
O maestro não entendeu
Quando os cães começaram a latir
Quero morder
Quero sentir o gosto da sinceridade

E é mais uma cratera no meio dessa lua
Ruas que tentam desembocar
Em encruzilhadas para outros mundos
Profundidade que busca o sol
Embaixo dos lençóis onde o amor adormeceu
Quero me jogar
Quero acordar com as asas que sou capaz de sonhar.

 

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~ por jeronimooo em novembro 18, 2008.

6 Respostas to “NO MEIO DO NADA”

  1. quero chorar nos braços da beleza…
    quero acordar com as asas…aquelas asas que somos sempre capazes de sonhar…
    estamos juntos…
    estou aqui do seu lado…
    nesse barco no deserto…
    que não nos fará evitar o impossível…
    jamais, general !

  2. que se dane aristóteles !!!

  3. qual eh o problema de aristóteles?

  4. jer anima!!!!

  5. ah raskon…vc quer tudo de graça né ?
    não vou te dar !!!

  6. Droga!

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