BREVIDADE

 

Brevidade que exige da eternidade
A urgência de um confronto
Um abraço antes do fim
Mas a mira é desleal
Pois os olhos só vêem o que querem ver
E eu me vejo desarmado
Diante de um poente emparedado
Que adorna o escudo de uma noite invencível
E eu me vejo sozinho
Diante de uma legião que festeja
A inevitável rendição de meu brilho
Mas antes de atingir o chão desse blackout
Liberto de meu peito um para-quedas
Meu coração se abre
Pleno
E eu abraço as crianças
Que brincam no jardim desse instante
Eternidade rendida
Pela imortalidade de uma brevidade
Que pulsa em cada batida
Do coração de um poente que nunca se rende.

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~ por jeronimooo em outubro 22, 2008.

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