CAVALGADA
* Ilustração “Darkest Horse” por Nanda Corrêa
Ela domou a lâmina da escuridão
E galopou o fogo frio das estrelas
Cores sangram perfumes noturnos
Flores de uma vastidão intransponível
Tudo que é belo nos acompanha
Quando soltamos as rédeas
Da solidão.







Obrigada sempre!
LiBERTA-SE como leão A CERTA SOIDÃO
ATÉ DOS LAÇOS protetores da amizade
sem ‘NÓS” para amores e comunicação
resta o sonho escarlate alvo de narmer?
Vastidão interna e transponível atol
Retas são as curvas até do nipônico sol
Subindo por cada luzente constelação
consertando o Rádio mediante a oração
ainda meço as letras deste livro pelo mol
padrão ouro é pouco em plena sociedade formol
Sim! O caminho da vida jorra sangue
limpo e complexo como os versos de Dante
Rápidas chamas negras para se escalar
reais harpias d’olhos rubros a me observar
liras movem pedras tão corretas
seguindo o movimento universal das eras
Mas passemos à cerva a beira mar
onde o tridente está rijo a se elevar
habeis amendois acertam a bola ao chutar?
homens descalsos buscam óculos para se sexualizar?
passemos a areia do mar
servas do tempo que está para retornar
lindas nunca lívidas revelando a realeza
quando saem para treinar sua beleza…
e o mar nunca se deixa imita
água é a vida que goebbels não pode clonar
um destes tomba em pleno rio
satira histórica no canarinho Brasil
Tudo azul entoava um mongol no cantico
tudo blue qual os olhos de um ariano?
lamina de escuridão chamas de sombras
e eis que mais que de repente
um trovão ao céu ribomba
Luz por minusculo segundo
Luz que me indica a criação de nosso futuro
Luz que me faz parar para advinhar
o que Goethe se forçou para me explicar! (D. MARM…)